Domingo, Novembro 08, 2009






gostaria de subir em um lugar muito alto sem sentir dor nos ouvidos - pode ser que alguém queira me enforcar.
Essa dor que me acompanha no pescoço, um desconforto que me faz ficar girando a cabeça e também imitar uma pomba. Coleciono causos e rio rio rio da emoção passada. Rio do que sobrou em mim . É duro, da pra bater e jogar pra lá e pra cá que não afunda, e além disso bóia. Virou um jacaré . A verdade é que pouco sei deles, só vi o que aparecia no parque Barigui, todo mundo sabe que eu acredito nas coisas, até as crianças sabem disso.

Não vejo mais essas imagens estranhamente bonitas. Me esforço para ver as imagens bonitas simplesmente. Tenho o estalo apenas quando resmungo e me irrito com isso.

Domingo, Outubro 11, 2009




Tenho voltado a velhos hábitos como o de estar sempre acompanhada por diversas pessoas e o de andar sozinha. Outro é o de viver sem reflexão dos atos como se a maré me dominasse e eu estivesse lá acompanhando naturalmente e bebendo uma água salgada no meio disso tudo. Meus olhos ardem constantemente. Me sinto impotente constantemente. Meus momentos de surpresa se congelam e tornam-se imagens letárgicas das quais não esqueço do todo mas perco completamente os detalhes. Como o menino ruivo da Vila Oficinas, ele usava um boné torto e pintava as pontas da frente dos cabelos, seu nariz era pontudo, olhos castanhos e sardas pintavam sua expressão sacana enquanto ele cutucava os colegas como podia. Eu molenga. Sou extremamente ativa ou molenga e não deveria ser assim. Vou entender métodos e aplicações financeiras e finalmente virá o que esforçadamente almejo. Me perco nos meus pensamentos e sinto que perco coisas todas as vezes.

Sábado, Setembro 26, 2009

o amor e todas as coisas lindas que me emocionam


então é isso, são dúvidas e mais dúvidas que não me fazem chegar lá. Estou numa tranquilidade estranha no resto do tempo. Quando não penso nisso, quando eu vejo todas as relações em que me envolvo e penso: arte. Quando vejo o céu ou dou um mergulho numa rua de bicicleta e penso: arte, amor, eu amo a minha vida. E assim vai, esses pensamentos vão de 0 a 10 em escala de alegria o dia todo. Porque eu tenho que agir. Sempre, e na hora certa. Não posso protelar mágoas, ignorar ofensas e comportamentos que não vão de acordo com as regras e nem com a dignidade que cada um deve ter ao falar do outro. Não posso aceitar, eu vi isso. Quando a coisa é dita, no tom certo, na hora certa, muita coisa se acerta. O vaso rachado precisa ser quebrado pra se por outro no lugar, senão aquela água fica vazando. Os vazamentos me afogaram os sonhos por noites, porém depois de certos rompimentos tudo se harmonizou. O tempo passou e deixei de pensar como mudei algumas coisas de dentro . A rotina, minha decisão quanto certas coisas, o fato de eu tentar afastar certos temas que quando o outro aponta dói. Simplesmente sei que as decisões vão ser tomadas com o tempo, mas não ignoro mais. Foi um erro que demorei pra reconhecer. Essa coisa de ignorar e sair por cima não existe. Quando você é atacado tem que enfrentar com a cara limpa. E isso é o tempo todo. A covardia me ataca quando é de manhã cedo e me assusto com qualquer coisa. E mesmo assim, depois que me assusto, acordo (ainda bem). Acho ele bonito. ;;;;;;;muitos são bonitos mas quando eu percebo aquele olhar bonito acho mais bonito. Um momento do olhar tão feliz.
radiohead me faz chorar que nem bebê, é lindo.

Domingo, Setembro 20, 2009

não sei o que acontece, tem uma espécie de luz branca vindo nos meus olhos. Eles fecham. Eu tento abri-los mas infelizmente não vejo sem essa coisa branca nos cantos, daí coço.Pisco, acaba de acontecer novamente.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

somente os amigos

linhas desnecessárias

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

nasci pra ser surfista do que eu quiser, do que eu puder, do que eu tiver porquê.




Tantos compromissos assumidos sem verdade e de repente tudo é jogado por água abaixo.
Não quero ser essa fagulha. Essa que faz queimar anos de vida como se não fossem nada. Reclamação recorrente e verdadeira, que poucos ousam refutar. Portanto chega próximo a uma verdade. Todos esses acúmulos de terceiros vem surgindo aleatóriamente em meu cotidiano de forma esquiva. Por um lado ou outro, de forma indireta, eles me afetam , me dão esperanças, consolos tolos e alegrias momentaneas. Não havia me questionado a respeito até o confronto direto acontecido há poucos dias e agora fujo com dificuldade. O incerto.

Domingo, Agosto 09, 2009

Sala de almofadas





Sexta-feira, Agosto 07, 2009

situações estranhas

Estava lecionando, a sala era cinza. Precisei atender um chamado e sair, lembro-me de ter me questionado sobre meu caderno, se o deixaria na sala pois alguém poderia lê-lo. Então, mantive a boa fé, o deixei onde estava confiando que meus alunos não iriam pegá-lo. Mas ao retornarme surpreendi : minhas confidências escritas com tanto esmo, em um momento de desabafo no trabalho, tinham sido descobertas. Diretoras me esperavam na porta com seus sorrisos entreabertos e olhares cheios de prazer e malicia. Quando me aproximei, ouvi risadas claras e doloridas e logo depois ameaças: Você gosta de transar assim né , ahahauhaahhaa.
Aquilo me fez correr. Tentei sair daquele lugar, porém o ambiente estava muito carregado e o marido da diretora me esperava, não sei nem como consegui estar do lado de fora. E mais abruptamente no terminal de ônibus. Era cinza, frio e eles iam em direções diferentes do usual. Foi difícil saber qual pegar e eles poderiam vir ao meu encontro, poderiam estar em algum ônibus, tive medo. Em poucos segundos cheguei a minha casa e logo as cores tomaram conta de minha visão, tudo era agora mais confortável, mais tranquilo. Havia um grande vidro do lado esquerdo, meu pai comentou que eu poderia atravessá-lo e eu consegui. Junto dele havia um grupo de jovens, uns menino loiro que eu não conhecia e uma amiga minha, então entramos em casa. Mais tarde sentei-me na sala de visitas e quando percebi a almofada tinha braços, era meu pai se disfarçando, olhei novamente a almofada, e ele me disse que se eu treinasse, iria aprender.


difícil de entender era o tom ríspido em sua voz enquanto nos atendia. Como alguém tão familiar tornou-se aquela turbulência . A conversa estendeu-se toda embrulhada, falada, gritada e me confundia. Saí sem me despedir. Voltarei mais uma vez.

Me aproximei dele fisicamente, ele deixou. Era inusitado porque, bem, não parecia que isso iria acontecer, foi bom ficar ali, do seu lado, ele nú. Ele levantou e foi embora.

Sábado, Julho 11, 2009

em partes


Sábado, Maio 23, 2009


De onde partem tantos planos se nos parecemos muito mais com plantas?


Segunda-feira, Abril 06, 2009

coragem

Não escrevo mais porque perdi as palavras.
é difícil achá-las no meio de tantas imagens que se controem em meus sonhos. Pulo contigo de um precipício e nunca chego ao chão. É como um mergulho eterno do espírito enquanto o corpo espera a sua vez.
A confiança na morte me faz dormir em paz.



Da vida, tenho as verdades cotidianas nunca ditas. A bondade se estica em minha sombra deixando-a um pouco tímida. Talvez minha falta de medo em alguns momentos seja um problema. Mas a claridade ilumina, evidenciando tudo o que sempre conheci, o que sinto, o que sei sem saber o porquê.


Não é possível que a propriedade seja o grande bem. E a alma?
Ela também ocupa um espaço...Eu?
E você?


O que é meu?
O que é seu?

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

um domingo

Bem cedo, com o azul refletindo em minha alma, desci a ladeira. O ar dos pinheiros enchia os pulmões, fechava os olhos e varria todos os pensamentos. Era segurar firme e ir adiante.

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

passando tempo

Mais um obstáculo denso...

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

problemas com o novo?

Sábado, Janeiro 17, 2009

Meu avô querido

A carona, no meio do dia, foi um grande momento ao lado de meu avô preferido. Andávamos lentamente, entre árvores que impediam nos de ver o céu sem desenhos lindos. A leveza da tarde quente e chuvosa trazia nostalgia aos olhos claros miúdos do senhor já sem pais há muito tempo:
- Essa rua me traz uma lembrança tão triiiste.
- Ah é? Mas por que vô?
- Eu carreguei o corpo de minha vó, quando essa rua ainda era de barro, até o cemitério. Nós fomos de carroça, eu , o Renato e todos nós, foi muito triste. A rua paralela era para quem tinha carro, essa era pros pobres.
- Nossa, mas vocês tinham carroça?
-Não, tinha um parente nosso que tinha. A gente saía para comprar verdura em Santa Felicidade. Às vezes ia só minha mãe e quando ela chegava, era só festa. A minha mãe... Como eu me divertia!
Pensar naquele corpo velho, e em meu vô moço dentro daquela carroça...
Lágrimas. Prendi -as nos meus olhos.

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

Imagens eternas

Aparentes acasos são avisos do destino. Setas despertam mágicos feixes brilhantes da história sempre presente. Dia a dia abdicada pelo racionalismo, a história está escrita em nossos genes, em nosso modo de aprender, de gostar, de falar. E isso faz todo o sentido ao questionarmos a vida e a morte. Dilemas cotidianos, mas que sofrem grandes momentos nas celebrações anuais. Sinto falta, sofro, mas faz parte de mim, como eu de você. Mais do que o pão dividido é um universo dividido que é só meu.




Terça-feira, Dezembro 02, 2008

não tem tempo atrás

O feito é estória perdida, vamos cavando até desaparecer.

Sábado, Novembro 22, 2008


Parece que havia realmente um caminho. Só que não o vejo mais e também não ligo.

Terça-feira, Novembro 11, 2008

relembrando as projeções de sonhos do passado









Castelos de Areia - Obra de 2007






Domingo, Novembro 09, 2008

questiono o dia. É uma realidade que corta as ondas azuis, que estremece os calores cremosos, que suja os algodões. A noite é ampla, duvidosa. Um buraco grande que faz qualquer um se esconder de medo ou o contrário: mergulhar.
questiono o mundo. Um conceito amplo e mal definido. A corrente, devia ser assim. Algo que nos aprisiona e liberta, une e mata, nos come com passagens e ordens gerais. Doem as partes. Percepção do todo, troca, cores que aparecem ou pensamentos que emanam sombras. A corrente solta ou presa demais me carrega com certa velocidade e minhas certas palavras não aparecem: flutuam intensas, por vontade própria, sem meu conhecimento, dão nós, pontuam, resolvem, correndo loucas e unidas no objetivo da sobrevivência dos pensamentos e sentimentos torturados e presos. Liberto-as.