Sábado, Maio 23, 2009


De onde partem tantos planos se nos parecemos muito mais com plantas?


Segunda-feira, Abril 06, 2009

coragem

Não escrevo mais porque perdi as palavras.
é difícil achá-las no meio de tantas imagens que se controem em meus sonhos. Pulo contigo de um precipício e nunca chego ao chão. É como um mergulho eterno do espírito enquanto o corpo espera a sua vez.
A confiança na morte me faz dormir em paz.



Da vida, tenho as verdades cotidianas nunca ditas. A bondade se estica em minha sombra deixando-a um pouco tímida. Talvez minha falta de medo em alguns momentos seja um problema. Mas a claridade ilumina, evidenciando tudo o que sempre conheci, o que sinto, o que sei sem saber o porquê.


Não é possível que a propriedade seja o grande bem. E a alma?
Ela também ocupa um espaço...Eu?
E você?


O que é meu?
O que é seu?

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

um domingo

Bem cedo, com o azul refletindo em minha alma, desci a ladeira. O ar dos pinheiros enchia os pulmões, fechava os olhos e varria todos os pensamentos. Era segurar firme e ir adiante.

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

passando tempo

Mais um obstáculo denso...

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

problemas com o novo?

Sábado, Janeiro 17, 2009

Meu avô querido

A carona, no meio do dia, foi um grande momento ao lado de meu avô preferido. Andávamos lentamente, entre árvores que impediam nos de ver o céu sem desenhos lindos. A leveza da tarde quente e chuvosa trazia nostalgia aos olhos claros miúdos do senhor já sem pais há muito tempo:
- Essa rua me traz uma lembrança tão triiiste.
- Ah é? Mas por que vô?
- Eu carreguei o corpo de minha vó, quando essa rua ainda era de barro, até o cemitério. Nós fomos de carroça, eu , o Renato e todos nós, foi muito triste. A rua paralela era para quem tinha carro, essa era pros pobres.
- Nossa, mas vocês tinham carroça?
-Não, tinha um parente nosso que tinha. A gente saía para comprar verdura em Santa Felicidade. Às vezes ia só minha mãe e quando ela chegava, era só festa. A minha mãe... Como eu me divertia!
Pensar naquele corpo velho, e em meu vô moço dentro daquela carroça...
Lágrimas. Prendi -as nos meus olhos.

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

Imagens eternas

Aparentes acasos são avisos do destino. Setas despertam mágicos feixes brilhantes da história sempre presente. Dia a dia abdicada pelo racionalismo, a história está escrita em nossos genes, em nosso modo de aprender, de gostar, de falar. E isso faz todo o sentido ao questionarmos a vida e a morte. Dilemas cotidianos, mas que sofrem grandes momentos nas celebrações anuais. Sinto falta, sofro, mas faz parte de mim, como eu de você. Mais do que o pão dividido é um universo dividido que é só meu.




Terça-feira, Dezembro 02, 2008

não tem tempo atrás

O feito é estória perdida, vamos cavando até desaparecer.

Sábado, Novembro 22, 2008


Parece que havia realmente um caminho. Só que não o vejo mais e também não ligo.

Terça-feira, Novembro 11, 2008

relembrando as projeções de sonhos do passado









Castelos de Areia - Obra de 2007






Domingo, Novembro 09, 2008

questiono o dia. É uma realidade que corta as ondas azuis, que estremece os calores cremosos, que suja os algodões. A noite é ampla, duvidosa. Um buraco grande que faz qualquer um se esconder de medo ou o contrário: mergulhar.
questiono o mundo. Um conceito amplo e mal definido. A corrente, devia ser assim. Algo que nos aprisiona e liberta, une e mata, nos come com passagens e ordens gerais. Doem as partes. Percepção do todo, troca, cores que aparecem ou pensamentos que emanam sombras. A corrente solta ou presa demais me carrega com certa velocidade e minhas certas palavras não aparecem: flutuam intensas, por vontade própria, sem meu conhecimento, dão nós, pontuam, resolvem, correndo loucas e unidas no objetivo da sobrevivência dos pensamentos e sentimentos torturados e presos. Liberto-as.

Sábado, Novembro 01, 2008

dã dã

Sábado, Outubro 18, 2008

Encenação


Domingo, Outubro 12, 2008

Abraçando o mundo


Com certeza o mundo gira. Reafirmo isso ao pensar que muitas vezes tudo é tão parado a ponto de me questionar se um dia haverá mudança. De repente, num dia qualquer, algo acontece e uma série de atitudes se desencadeiam a partir de uma fagulha. Me sinto tonta de tanto olhar pra todos os lados, de tanto me perguntar se estou tomando o caminho certo, de tantas possibilidades que se abrem para mim, para muitos, há chance de conseguir algo que quero, que já quis. Estou aturdida, meu corpo entupido, mole, não quer agir. Não vejo limites em meus objetivos e passo por cima de tudo. Sem encontrar nem um pouco de meu talento para escrita nesse momento apelo a fala direta e aberta, um desabafo repetido.

Terça-feira, Setembro 30, 2008

Separação


A notícia me inspirou: achada cabeça de jovem em mochila, porém o corpo estava na favela. Cabeça não só rolou como partiu pra bem longe. Foi carregada.
Me parto ao meio. Como não tentar dividir ? Sou carregada em pedaços: cada um leva um pouco de meu pó, de sangue, de cabelos e de lágrimas . Tomo conciência do rio das almas, de Dante, da vida e do inferno. Quem quer lavar a roupa suja?
Um vulcão entra em erupção: em mente; em corpo: movimento.
Constantemente perco-me em meus fins por não sabê-lo fazer, tudo para mim é mal acabado, ou repassado.
Partículas de uma imagem.
Fundamentos de sonhos.
Figura para os desejosos.
Abstraio o material me incorporando a ele.
Desviar e rebater.

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Quando tudo vira pano

Dos pés a cabeça me enrrolo. Estampas de verão, bolinhas, tom sobre tom, ando rasgando partes que remendo logo em seguida, com um ponto junto e apertado. As tiras podem ser remendadas mas as bonitas são trançadas, uma de cada vez. Todas sorrindo felizes passam as vidas esperando por esse momento: o do uso. Querem ser usadas de enfeite, tal como as maçãs nas copas da árvore. O polvo usa sua tinta preta, o pescador seu barco colorido, eu conto com meus badulaques como as rosas com suas cores. Não é apenas de formas que se faz um trabalho. Sem penas não se voa sozinho e nem tão bonito. Falta o brilho no olhar, o remo do barco, falta o ponto no fim da frase, a exclamação e tons diferentes. Difícil conversar sobre tudo usando um tom. Tocar tango e bossa com um tom. Parte humano parte gente, centauro sai atrás de descobertas, duas pessoas iguais saem para passear, alguém pode ser um animal bravo, outro bravo e vaidoso outro sorrateiro, alguém pode ser dois e nadar. Balanço, balanço e o caranguejo saí da toca um dia, no outro quase morro em Gilliat. Ser trabalhador.

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

céu de fogo

Já foi a época em que o cinza glacial abrangia tudo e tornava minha essência gelada. Aqui é tudo quente, na hora de abrir a boca, o calor queima a lingua. Com ódio, posso virar um bicho cabeludo sendo arriscado subir na minha árvore, pode haver queda. Deve ser essa minha postura branca com badulaques coloridos... só pode ser isso.

Sábado, Agosto 30, 2008

Pjota

Mulher de ponta cabeça de Pjota

Arte de boa qualidade emociona mesmo.
Pjota está expondo suas obras ao lado de RIm no MAC aqui em Curitiba. http://www.flickr.com/photos/pjota1/


Sexta-feira, Agosto 29, 2008

sonhos

Estava em uma espécie de montanha no deserto, caminhava por fora dela, como num penhasco, mas não era perigoso, não olhei para baixo nem por um segundo. Carregando as malas, íamos em grupo, Glerm e Simone pilotavam um calhambeque conversível. Uma hora precisamos empurrá-lo em um declive muito íngreme e continuamos a viagem até a noite. Era hora de dormir e a montanha tinha uma espécie de concha na qual todos nos abrigamos, dormi sentada me encostando em um desconhecido. Quando olhei para frente vi um grande grupo de homens de toga, nos assustamos e ficamos a espioná-los.

passadas 24 horas.

Era uma grande planície mas tinha algumas ilhas, um lugar com o qual já sonhei anteriormente, haviam barcos de pesca e conduções. Um homem desconhecido experimentava várias capas de chuva de um modelo diferente nas cores: amarelo, rosa e azul; enquanto eu comentava algumas coisas. Estava dentro de uma casa que tinha várias portas com trancas...

provavelmente haverá continuação e mutação

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

Tropicalismo fajuto - destruição e multiplicação de partículas.


Os poréns do avesso ser o direito e a descontinuidade de processos podem virar nenhum progresso. Sistemas novos de evolução individualista e descrença prévia do desenvolvimento do valor inicial que é o próprio isolamento. Autenticação de si mesmo testada através de ligações válidas pelo momento inicial sem contato direto nem dimensões profundas.