
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Domingo, Novembro 09, 2008
questiono o dia. É uma realidade que corta as ondas azuis, que estremece os calores cremosos, que suja os algodões. A noite é ampla, duvidosa. Um buraco grande que faz qualquer um se esconder de medo ou o contrário: mergulhar.
questiono o mundo. Um conceito amplo e mal definido. A corrente, devia ser assim. Algo que nos aprisiona e liberta, une e mata, nos come com passagens e ordens gerais. Doem as partes. Percepção do todo, troca, cores que aparecem ou pensamentos que emanam sombras. A corrente solta ou presa demais me carrega com certa velocidade e minhas certas palavras não aparecem: flutuam intensas, por vontade própria, sem meu conhecimento, dão nós, pontuam, resolvem, correndo loucas e unidas no objetivo da sobrevivência dos pensamentos e sentimentos torturados e presos. Liberto-as.
questiono o mundo. Um conceito amplo e mal definido. A corrente, devia ser assim. Algo que nos aprisiona e liberta, une e mata, nos come com passagens e ordens gerais. Doem as partes. Percepção do todo, troca, cores que aparecem ou pensamentos que emanam sombras. A corrente solta ou presa demais me carrega com certa velocidade e minhas certas palavras não aparecem: flutuam intensas, por vontade própria, sem meu conhecimento, dão nós, pontuam, resolvem, correndo loucas e unidas no objetivo da sobrevivência dos pensamentos e sentimentos torturados e presos. Liberto-as.
Sábado, Novembro 01, 2008
Sábado, Outubro 18, 2008
Domingo, Outubro 12, 2008
Abraçando o mundo

Com certeza o mundo gira. Reafirmo isso ao pensar que muitas vezes tudo é tão parado a ponto de me questionar se um dia haverá mudança. De repente, num dia qualquer, algo acontece e uma série de atitudes se desencadeiam a partir de uma fagulha. Me sinto tonta de tanto olhar pra todos os lados, de tanto me perguntar se estou tomando o caminho certo, de tantas possibilidades que se abrem para mim, para muitos, há chance de conseguir algo que quero, que já quis. Estou aturdida, meu corpo entupido, mole, não quer agir. Não vejo limites em meus objetivos e passo por cima de tudo. Sem encontrar nem um pouco de meu talento para escrita nesse momento apelo a fala direta e aberta, um desabafo repetido.
Terça-feira, Setembro 30, 2008
Separação
A notícia me inspirou: achada cabeça de jovem em mochila, porém o corpo estava na favela. Cabeça não só rolou como partiu pra bem longe. Foi carregada.
Me parto ao meio. Como não tentar dividir ? Sou carregada em pedaços: cada um leva um pouco de meu pó, de sangue, de cabelos e de lágrimas . Tomo conciência do rio das almas, de Dante, da vida e do inferno. Quem quer lavar a roupa suja?
Um vulcão entra em erupção: em mente; em corpo: movimento.
Constantemente perco-me em meus fins por não sabê-lo fazer, tudo para mim é mal acabado, ou repassado.
Partículas de uma imagem.
Fundamentos de sonhos.
Figura para os desejosos.
Abstraio o material me incorporando a ele.
Desviar e rebater.
Segunda-feira, Setembro 22, 2008
Quando tudo vira pano
Dos pés a cabeça me enrrolo. Estampas de verão, bolinhas, tom sobre tom, ando rasgando partes que remendo logo em seguida, com um ponto junto e apertado. As tiras podem ser remendadas mas as bonitas são trançadas, uma de cada vez. Todas sorrindo felizes passam as vidas esperando por esse momento: o do uso. Querem ser usadas de enfeite, tal como as maçãs nas copas da árvore. O polvo usa sua tinta preta, o pescador seu barco colorido, eu conto com meus badulaques como as rosas com suas cores. Não é apenas de formas que se faz um trabalho. Sem penas não se voa sozinho e nem tão bonito. Falta o brilho no olhar, o remo do barco, falta o ponto no fim da frase, a exclamação e tons diferentes. Difícil conversar sobre tudo usando um tom. Tocar tango e bossa com um tom. Parte humano parte gente, centauro sai atrás de descobertas, duas pessoas iguais saem para passear, alguém pode ser um animal bravo, outro bravo e vaidoso outro sorrateiro, alguém pode ser dois e nadar. Balanço, balanço e o caranguejo saí da toca um dia, no outro quase morro em Gilliat. Ser trabalhador.
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Victor Hugo
Quinta-feira, Setembro 11, 2008
céu de fogo
Já foi a época em que o cinza glacial abrangia tudo e tornava minha essência gelada. Aqui é tudo quente, na hora de abrir a boca, o calor queima a lingua. Com ódio, posso virar um bicho cabeludo sendo arriscado subir na minha árvore, pode haver queda. Deve ser essa minha postura branca com badulaques coloridos... só pode ser isso.
Sábado, Agosto 30, 2008
Pjota
Mulher de ponta cabeça de PjotaArte de boa qualidade emociona mesmo.
Pjota está expondo suas obras ao lado de RIm no MAC aqui em Curitiba. http://www.flickr.com/photos/pjota1/
Sexta-feira, Agosto 29, 2008
sonhos
Estava em uma espécie de montanha no deserto, caminhava por fora dela, como num penhasco, mas não era perigoso, não olhei para baixo nem por um segundo. Carregando as malas, íamos em grupo, Glerm e Simone pilotavam um calhambeque conversível. Uma hora precisamos empurrá-lo em um declive muito íngreme e continuamos a viagem até a noite. Era hora de dormir e a montanha tinha uma espécie de concha na qual todos nos abrigamos, dormi sentada me encostando em um desconhecido. Quando olhei para frente vi um grande grupo de homens de toga, nos assustamos e ficamos a espioná-los.
passadas 24 horas.
Era uma grande planície mas tinha algumas ilhas, um lugar com o qual já sonhei anteriormente, haviam barcos de pesca e conduções. Um homem desconhecido experimentava várias capas de chuva de um modelo diferente nas cores: amarelo, rosa e azul; enquanto eu comentava algumas coisas. Estava dentro de uma casa que tinha várias portas com trancas...
provavelmente haverá continuação e mutação
passadas 24 horas.
Era uma grande planície mas tinha algumas ilhas, um lugar com o qual já sonhei anteriormente, haviam barcos de pesca e conduções. Um homem desconhecido experimentava várias capas de chuva de um modelo diferente nas cores: amarelo, rosa e azul; enquanto eu comentava algumas coisas. Estava dentro de uma casa que tinha várias portas com trancas...
provavelmente haverá continuação e mutação
Sexta-feira, Agosto 15, 2008
Tropicalismo fajuto - destruição e multiplicação de partículas.

Os poréns do avesso ser o direito e a descontinuidade de processos podem virar nenhum progresso. Sistemas novos de evolução individualista e descrença prévia do desenvolvimento do valor inicial que é o próprio isolamento. Autenticação de si mesmo testada através de ligações válidas pelo momento inicial sem contato direto nem dimensões profundas.
Terça-feira, Agosto 05, 2008
Acidente

O questionador provoca um bloqueio diante de vitrines presas no meio do concreto. Ele pergunta:Por que o isolamento?Respondo: Por que não? Assim ficamos por horas em silêncio a caminhar em espírito sobrevoando o barulho causado pelas grandes demonstrações e reividicações, mesquinharias de compra e venda e troca. Ouve-se tiros, desço. A correria me causa dor, que não sinto imediatamente, as cores se afloram, vermelhos. Olho para os não olhares, é o olho dele, o olho.Vermelho. Eles chegam em alarde ensurdecedor, vermelhos deitam-no sobre a maca e de novo outro territórios serão visitados, ausente.
Imagem antiga,antiga estória.
Quinta-feira, Julho 31, 2008
Aqui no mar
"...Lá vem lá vem o Marinheiro só
Como ele vem faceiro
Marinheiro só
Todo de branco
Marinheiro só
Com seu bonezinho
Marinheiro só
ô marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só "
de Clementina de Jesus
Sempre gostei dessa música inclusive a interpretei com meu grupo as versões hardcore, ópera, punk rock melódico(EMO), e heavy metal.
Mas o som bom mesmo é dos baianos sentados no trapiche.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
Circo e carnaval: nova vontade.

Falar de coisas reais sempre foi um grande prazer para mim. Amo a minha verdade, e sou injustiçada quando aceita por grandes mentiras pelo outro lado. Uma grande janela , duas pequenas: boca e olhos. E através dessas três cavidades, abcessos se formam constantemente. São as forças, não canso de acreditar, forças liquidificando, de dor maior dos outros, que se reflete em meus órgãos e extremidades. Não estou doente, nunca estive, a verdade me salva quando a opero na felicidade. A alegria de repartir tristezas é imensa. Abro caminhos para as formigas saúvas que querem no outro alimento. São meus fungos que as alimentam, meus caminhos, minhas certezas de sonhos, compartilho. Alertaram-me sobre meus perigos em libertar-me atirando facas e serpentinas em igual quantidade em todos os carnavais, porém a vida não está na platéia, ela é morta, vive de fagulhas. A explosão está no palco, no carro alegórico. O que é o resto senão a multidão? Dando as mãos estamos juntos, soltando: Separados. E nada para por aí. Quantidades inexatas, incoerências, coesão em tomar a frente do acaso e partida como fim. Passo dias vivendo as saídas e palhaços me acompanham, vislumbram o cotidiano de alguém que é todos, dividem o trabalho pequeno e insistente. Rá Rá Rá... Uma cambalhota, duas cambalhotas, Bravo! Bravo!
+ Os pioneiros acabam descobrindo novas terras, tal como os bons leitores e cientistas.
+ Novidades são fundamentais mesmo para carcaça velha, mesmo quando chega o fim.
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Terça-feira, Julho 22, 2008
Domingo, Julho 20, 2008
Quarta-feira, Julho 16, 2008
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Domingo, Julho 13, 2008
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Segunda-feira, Junho 30, 2008
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